| Inquérito mundial apresenta relação dos padres com a Internet |
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| 06-Jul-2010 | |
Os padres católicos de Portugal têm uma perspectiva mais positiva sobre as novas tecnologias da comunicação do que os sacerdotes do resto do mundo.Os dados, disponibilizados em exclusivo para a Agência ECCLESIA, são revelados pelo inquérito PICTURE, que analisou a utilização das Tecnologias da Comunicação (TIC), e da Internet, em particular, pelos padres da Igreja Católica no mundo. Daniel Arasa, professor de Comunicação Digital na Universidade Pontifícia da Santa Cruz (Roma), refere à Agência ECCLESIA que “os sacerdotes portugueses que utilizam as tecnologias (denominados ePriests no estudo, ndr) têm uma visão mais positiva e entusiástica” do que os do resto do mundo. Em Portugal, 64,1% das respostas ao inquérito mostravam discordância em relação à afirmação “os perigos ligados à tecnologia são maiores do que as oportunidades que ela oferece”. A percentagem é muito superior à média mundial, que se situa nos 38,2%. Ao contrário da tendência global, são poucos os padres em Portugal que consideram a Internet “quase inútil” ou “inútil” para oferecer conselhos espirituais (apenas 17,6% contra 38,6% no resto do mundo). 47,1% consideram-na “útil” ou muito “útil”. Além disso, mais de três quartos dos ePriests de Portugal (78,6%) concordam ou concordam fortemente com a afirmação de que "as novas tecnologias permitem a inculturação da fé no mundo de hoje". 95.5% dos ePriests portugueses acedem à Internet diariamente, uma percentagem ligeiramente superior à média mundial (94,7%). 90,9% têm acesso a um portátil e 81,8% têm um PC. O acesso por meio de outras tecnologias móveis varia de 88,6% nos telemóveis a 68,2% das câmaras digitais, 36,4% nos leitores demp3 e 18,2% de outros dispositivos portáteis. Responderam ao questionário 4992 sacerdotes - 1,2% do número total dos sacerdotes no mundo – dos quais 44 portugueses, ou seja, 1,1% total. A idade média dos padres cibernautas portugueses está nos 52 anos. A Internet é um recurso altamente valorizado por estes sacerdotes para preparar as actividades de pregação. 70,0% das respostas admitem a pesquisa de materiais online para a homilia pelo menos uma vez por semana (em comparação com 61,4% na média mundial). Segundo Daniel Arasa, os sacerdotes portugueses têm uma utilização “semelhante à dos ePriests do resto do mundo”, mas há alguns dados que apontam para um “nível mais alto de tecnologização e familiaridade com as tecnologias digitais”. Nesse sentido, acrescenta, mostram-se “mais partidário do seu uso para algumas actividades específicas da missão sacerdotal”. Entre os dados relevados pelo inquérito surge a constatação de que os sacerdotes portugueses usam mais a Internet para rezar: 51,1% fazem-no pelo menos uma vez por semana (35,9% no resto do mundo). O inquérito PICTURE foi preparado por NewMinE – New Media in Education, e pelo laboratório webatelier.net da Universidade da Suíça italiana (Lugano, Suíça), em colaboração com a Escola para as Comunicações Eclesiais da Universidade Pontifícia da Santa Cruz (Roma), como apoio da Congregação para o Clero (Santa Sé). Daniel Arasa acredita que o estudo pode “ajudar a pensar e programar planos de estudo e de formação para os sacerdotes e candidatos ao sacerdócio”. Para o professor de Comunicação Digital na Universidade Pontifícia da Santa Cruz (Roma), a questão não é tanto “oferecer conhecimentos técnicos”, mas “critérios de uso e linhas de actuação para poder melhorar a própria actividade sacerdotal e formar as outras pessoas que estejam sob a sua orientação educativa”. Notícia publicada em www.agencia.ecclesia.pt |











