Padre Elísio Assunção celebra bodas de ouro sacerdotais
18/12/2016
“Sinto uma grande alegria por ter chegado a este dia.”
“O Senhor me chamou a pertencer a esta família e tenho orgulho de pertencer a ela”

Foi com estas palavras que o padre Elísio Assunção deu inicio à missa que celebra as suas bodas de ouro sacerdotais, no sábado, 17 de dezembro.
 
Aos presentes nesta Eucaristia especial, que teve lugar na casa regional dos Missionários da Consolata, em Lisboa, e que contou com a presença de confrades vindos das quatro comunidades da Consolata da região sul, juntamente com alguns colaboradores leigos, o padre Elísio começa por desabafar que há “um turbilhão de sentimentos, de pensamentos, de recordações” dentro de si.

Iluminado pela passagem do evangelho, que traz a narrativa da genealogia de Jesus, Assunção refere que, ao ler aquela página, sente “a densidade da história da salvação através dos tempos”, com a certeza de que “eu e nós fazemos parte dela”. E prossegue: “Ao celebrar os 50 anos de ordenação insiro-me nesta comunhão de vida divina”.

Misericórdia, família Consolata e laicado
Ainda na homilia, o festejado resumiu a sua reflexão em três pontos: a alegria de, ao longo desses 50 anos “experimentar a misericórdia de Deus”; em segundo lugar “agradecer ao Senhor por esta esta família” - os Missionários da Consolata - “e esta comunidade que Ele me deu”, a da Casa Regional.  “O Senhor me chamou a pertencer a esta família e tenho orgulho de pertencer a ela”, confessa. Uma comunidade – desabafa - que gostaria que fosse “ainda mais abrangente e inclusiva”. Em terceiro lugar, manifesta satisfação pessoal em “ser filho do Concilio Vaticano II”, que permitiu à Igreja abrir-se ao laicado, com quem tem “tanto gosto de trabalhar”, dando, em seguida, alguns exemplos de pessoas que colaboram com a Consolata. “Gosto de pertencer a uma Igreja laical”, explica.  E, acrescenta desejar mesmo “uma Igreja e um Instituto ainda mais laical”.
 
Finalmente, pede, quase em forma de prece: “devemos ser família, sermos mais família-comunhão”. Contra a solidão, diz: “não nos deixemos ficar sós uns aos outros”, para em seguida acrescentar, já um pouco comovido: “esta é a melhor forma de realizar o projeto de Deus para connosco”, conclui.
 
Origens, formação e ação missionária
Elísio Assunção nasceu em Fiães, Feira, a 5 de fevereiro de 1942.
Entrou no seminário em Fátima em 1953 e ali permaneceu até 1959. Completou os estudos secundários em Águas Santas, em 1960. Fez o noviciado na Certosa di Pesio, norte de Itália. Seguiu para Turim, onde estudou filosofia e se licenciou em teologia. Destinado a Moçambique, ali dedicou alguns anos à pastoral missionária no Distrito do Niassa, a que juntou o acompanhamento na formação de futuros missionários. Fez uma pausa para estudos com uma licenciatura em Pastoral Catequética no Institut Catholique de Paris.
A Profissão Religiosa chegou em 1960, na Certosa, Itália. Foi ordenado sacerdote a 17 de dezembro de 1966, em Turim.
 
Missão em Moçambique e em Portugal
Já como sacerdote trabalhou em Moçambique em várias áreas da ação missionária entre os anos 1967 e 1970. Trabalha em Portugal desde 1970, nas áreas da formação de seminaristas, na formação catequética, na animação missionaria, sendo neste momento o administrador regional da Consolata em Portugal. Mas, a maior parte do tempo foi dedicado à revista FÁTIMA MISSIONÁRIA onde, como diretor, permaneceu cerca de trinta anos.